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Falta de acordo entre empresas e rodoviários pode afetar circulação de ônibus em Niterói

Sindicato não descarta protesto e paralisação, caso impasse continue

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Ônibus em Niterói. Foto: Divulgação

O prazo fixado pelo Ministério Público do Trabalho (MPT) para um possível acordo entre empresas de ônibus que atuam em Niterói e rodoviários terminou no final da tarde desta terça-feira (31). Diante da falta de negociação, o Sindicato dos Rodoviários de Niterói a Arraial do Cabo (Sintronac) informou que vai enviar, nesta quarta (01), ofício ao Ministério Público do Trabalho (MPT) comunicando a abertura oficial do dissídio da categoria para Niterói, São Gonçalo, Itaboraí e Tanguá.

O sindicato alega que houve intransigência das empresas, que “se recusaram a negociar o reajuste salarial dos trabalhadores”. A categoria pede um reajuste salarial de 8% e aumento de 10% no valor da cesta básica que recebem, além de melhoria na ajuda de custo para a compra dos uniformes. Ainda segundo nota enviada à imprensa, “nos próximos dias, será elaborado um calendário de assembleias para que os rodoviários possam apresentar propostas sobre os próximos passos da mobilização da categoria. Não está descartada a possibilidade de realização de manifestações dos trabalhadores ou mesmo uma greve, caso o impasse permaneça”.

As negociações salariais acabaram suspensas em 2020 devido à pandemia. Segundo o Sintronac, os rodoviários aceitariam que o pagamento do percentual do reajuste salarial fosse pago em 4 parcelas, visando minimizar o impacto para as empresas. De acordo com o presidente do sindicato, Rubens Oliveira, a concessão da classe viabiliza o aumento proposto de 8% no salário, lembrando, ainda, que as empresas cortaram 30% do pessoal durante a pandemia, além de reduzirem a frota em quase 50%.

Caso os rodoviários optem por entrar em greve, usuários das 438 linhas municipais que circulam nos municípios em questão podem ser afetados. Os 3,5 mil ônibus em circulação transportam cerca de 36 milhões de passageiros por mês.

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